O Brasil inteiro
cabe nesse olhar.
Ele está nas ruas, nas praças e na memória afetiva do país. Aqui, o Caramelo é símbolo — mas cada história é única e merece cuidado, tratamento e um lar responsável.

Pedrita
“Depois que perdi Nina, minha filha de quatro patas, entrei em uma profunda depressão. Vieram dias difíceis, de muita dor, choro e luto.”
O encontro
Um amigo sugeriu que eu visitasse o abrigo da prefeitura e adotasse um cachorro. Fiquei sem resposta, mas a ideia permaneceu comigo. No dia do meu aniversário, em 2011, fui até lá. Encontrei uma realidade muito triste: muitos animais esperando por uma chance.
Um olhar no meio de tantos
Em um dos compartimentos havia vários cães. No meio deles estava Pedrita: magrinha, mancando de uma perna. Então ela olhou para mim. Na mesma hora falei ao responsável que queria adotá-la. Fizemos a ficha, vencemos a burocracia e seguimos juntos para casa.
Quem resgatou quem?
Quando coloquei Pedrita no carro, percebi que a depressão tinha ido embora. Começava ali um novo sentido de proteção, amizade e propósito. Eu havia ido ao abrigo para salvar uma vida — e saí de lá também resgatado.
Pedrita chegou com TVT — Tumor Venéreo Transmissível. Ao comunicar o abrigo, a resposta foi:
“Ah, se quiser devolver...”
Mas devolver nunca foi uma opção. O fim dessa história vocês já devem imaginar, não é?
Encontre uma história
O primeiro Caramelo chegará em breve
Cadastre animais pelo Painel da causa usando a categoria “Caramelo”.
Caramelo é o nome que o Brasil deu à sobrevivência.
Celebrar esse símbolo só faz sentido quando a admiração vira responsabilidade: castração, cuidado veterinário, combate ao abandono e adoção consciente.
